terça-feira, 30 de abril de 2013

πδ (pi-delta) explica: espada larga ou machado grande?

Olá fregueses da Taverna, segue abaixo mais um tratado do mecânico πδ (pi-delta).

 versus











Saudações, patronos embriagados. Hoje venho abordar um tópico que incutiu dúvida em minha mente algum tempo atrás. A dúvida começou com um bárbaro que conhecia que adorava machados grandes. Eu olhei para o machado e me perguntei: "Mas por que não uma espada larga?"

Então resolvi entrar no mundo misterioso dos dados...

Utilizando as poderosas forças da Esperança Matemática cheguei à seguinte conclusão:

Machado grande: 1d12 -> resultado médio de 6,5 com desvio-padrão de 3,45
Espada larga: 2d6 -> resultado médio de 7,0 com desvio-padrão de 2,41

Então, como muitos já sabem intuitivamente, a espada larga apresenta resultados médios maiores, mas com menores chances de atingir os extremos. Já o machado grande é o oposto: resultados médios um pouco menores e maior chance de atingir resultados extremos.

Agora, considerando as seguintes suposições: todas as jogadas de ataques acertam, exceto quando se rola 1 no d20 e todo crítico é confirmado, os danos médios para cada arma ficam da seguinte maneira:

Machado grande: 1d12 -> resultado médio de 6,825
Espada larga: 2d6 -> resultado médio de 7,35

Logo, a espada larga supera o machado grande em 0,525 de dano a cada acerto, em média.

Parece que a espada larga ganhou, mas as aparências enganam...

Estes resultados são certamente aplicáveis quando se tem um grande número de eventos. Por exemplo, em MMORPG's, inimigos com muitos pontos de vida são comuns, e um grande número de ataques são necessários para derrotá-los. Com 50 a 100 acertos, a espada larga dará de 26,25 a 52,5 a mais de dano no combate. Para "chefões" isso é especialmente importante, pois podem ser necessários muitos mais acertos.

Mas no nosso bom e velho D&D, quantos ataques são realmente desferidos contra inimigos em um combate? Para inimigos comuns ("lacaios"), geralmente são necessários poucos acertos, por exemplo de 1 a 4, dependendo do oponente. Já inimigos mais fortes ("chefões"), um número maior de acertos é necessário, mas raramente chegarão a 30 acertos, por exemplo.

Nesse contexto de amostras pequenas, a sorte desempenha um papel significativo, e os desvios das médias observadas acima são grandes, sendo que a diferença de 0,525 de dano é desprezível.

É claro que em uma sequência de vários combates, onde o número total de acertos é grande, a espada larga vencerá. Mas no D&D vivemos no momento: não importa o dano total desferido ao longo de várias lutas. O que importa é geralmente vencer o combate atual, já que a alternativa é geralmente a morte...

Logo, toda essa análise foi para dizer o seguinte: escolha a arma que preferir e se divirta com ela. As diferenças para o dano total entre elas são pequenas. Mas, obviamente, não pense desta maneira com todas as opções: entre uma adaga e um machado grande, não preciso nem dizer qual deles ganha, mesmo com um número pequeno de amostras...

Sugestões são bem-vindas e se quiserem alguma comparação específica, é só deixar um comentário abaixo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Zook apresenta: Gandalf Fanfarrão

Olá amigos. Está na hora de mais uma postagem na nossa Taverna. Hoje o Zook (aquele Svirfneblin brincalhão que já passou por aqui antes) decidiu postar, apesar das minhas fortes objeções. Só tenho isso a dizer: eu sinto muito.

Olá pessoal, o Zook está de volta!! Eu percebi que as coisas estavam meio mortas por aqui na Taverna. Hehe.

Bem por isso resolvi mostrar que até o Gandalf tem um lado mais descontraído. Olhem ele aí embaixo curtindo o som:




Este vídeo é só uma amostra. Dizem que se você conseguir assistir ao vídeo completo de 10 horas você descobrirá a Pergunta para a Vida, o Universo e Tudo Mais além de obter a Sabedoria dos Istari. Boa sorte amigos...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Retorno de Elgalor

Há mais de um ano foi anunciado o fim da Taverna de Elgalor (durante minhas férias do blog, para a minha surpresa!).

All good things come to an end, mas como minhas postagens nunca foram boas (é o que as estatísticas me dizem) elas continuarão e esta é minha tentativa de ressuscitar o blog.

Elgalor representou uma época diferente na minha vida, foi um mundo divertido no qual entrava uma vez por semana com amigos, que continuam amigos, mas agora separados no espaço e, às vezes, no tempo.

Então continuar este blog é meu tributo à nostalgia, ao passado, às boas risadas e a um mundo que ajudei a criar (com Aramil, o Sincero, mas Insuportável).

E para terminar, aqui está Aramil, como o imaginei: (notem o cabelo estilo He-Man)

Aramil em seus trajes de banho


Estudando seu grimório...


Pensando sobre a vida, o Universo e tudo o mais