quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aramil recomenda: The History of Middle-earth – The Book of Lost Tales 2 - A Queda de Gondolin


Prezados leitores, nesta quinta-feira dou continuação à seção Aramil Recomenda, na qual trarei recomendações de leitura. Ainda não terminei o livro, mas quando li sobre a queda de Gondolin até eu, um mago, senti o desejo de batalha ferver em meu sangue. Por isso, venho trazer uma pequena parte traduzida desta bela história. O trecho é grande, então apresentarei a história por partes. Boa leitura.


[pp.171]

“Assim os anos passam e Tuor, incentivado por Idril, continuou escavando seu túnel secreto; mas percebendo que o cerco dos espiões diminuiu, Turgon viveu em mais tranquilidade e com menos medo. No entanto, estes anos estão repletos do trabalho intenso de Melko e todos do povo-escravo dos Noldoli escavam constantemente por metais enquanto Melko senta e desenvolve fogos e invoca chamas e fumaça a subirem do calor das profundezas, nem ele permite que qualquer um dos Noldoli dê um passo além de seu confinamento. Então, após algum tempo, Melko reúne seus ferreiros e feiticeiros mais astutos e, de ferro e fogo eles criam um horda de monstros tal qual só foi vista naquela época e nunca mais será vista até o Grande Fim. Alguns eram todo de ferro tão habilmente ligado que fluíam como lentos rios de metal ou se enrolavam sobre todos os obstáculos diante deles e estes eram preenchidos nas suas profundezas pelos mais cruéis Orcs com cimitarras e lanças; outros eram de bronze e cobre e receberam coração e espírito de fogo ardente e eles explodiam tudo diante deles com o terror do seu bufar ou esmagavam todos que escapavam o ardor de seu hálito; e outros eram criaturas de puro fogo que se contorciam como cordas de metal fundido e eles traziam ruína para qualquer tecido que chegasse perto e o ferro e a pedra derretiam diante deles e se tornavam como água e sobre essas criaturas cavalgavam os Balrogs, centenas deles; estes eram os piores de todos os monstros que Melko planejou contra Gondolin.”


[p.173-175]
“Então vieram por sobre a planície cavaleiros que traziam, ofegantes, notícias dos que mantinham vigília sobre os picos; e eles relataram sobre as hordas ardentes e  vultos como de dragões, e disseram: ‘Melko está sobre nós.’ Grande foi o medo e angústia dentro daquela bela cidade e as ruas e travessas estavam repletas do lamentar das mulheres e do choro de crianças e as praças com o tinir de armas e reunião de soldados. Lá estavam as bandeiras de todas as grandes casas e famílias dos Gondothlim. Poderosas eram as fileiras da casa do rei e suas cores eram branco e dourado e vermelho e seu emblema, a lua, o sol e o coração escarlate. Agora, no meio de tudo estava Tuor, mais alto que todos e sua armadura de prata reluzia e ao seu redor estava uma companhia do povo mais vigoroso. Veja! Todos estes tinham asas, como de cisnes ou gaivotas, nos seus elmos e o emblema da Asa Branca estava em seus escudos. Mas o povo de Meglin estava reunido no mesmo local e suas vestes eram lúgubres e não traziam sinal ou emblema, mas seus elmos redondos de aço eram recobertos com pele de toupeira e eles lutavam com machados duplos parecidos com picaretas. Lá, Meglin, príncipe de Gondobar, reuniu muitos guerreiros de semblante sombrio e olhar traiçoeiro ao seu redor e um vermelho intenso brilhava em seus rostos e refletia nas superfícies polidas de seu equipamento. Observe, todas as colinas ao norte estavam em chamas e era como se rios de fogo escorriam pelas encostas que levavam à planície de Tumladin, e o povo já sentia seu calor.”
“E muitas outras casas havia lá, o povo da Andorinha e do Arco Celestial e destes povos vinham os melhores e mais numerosos arqueiros e eles estavam posicionados nos lugares amplos sobre os muros. O povo da Andorinha apresentava um leque de penas em seus elmos e estavam vestidos de branco e azul escuro e de roxo e preto e tinha uma ponta de flecha em seus escudos. Seu lorde era Duilin, o mais rápido de todos os homens em corrida e salto e o mais preciso dos arqueiros. Mas eles, do povo do Arco Celestial, sendo um povo de riqueza incomensurável, estavam adornados em uma glória de cores, e suas armas estavam cravadas de jóias que flamejavam na luz do céu. Todos os escudos daquele batalhão eram azul celeste e no centro tinham uma jóia construída de sete gemas, rubis e ametistas e safiras, esmeraldas, crisoprásios, topázios e âmbar, mas uma opala de grande tamanho estava incrustada em seus elmos. Eglamoth era seu chefe, e ele usava um manto azul no qual estrelas foram bordadas em cristal e sua espada era curva – nenhum outro dos Noldoli usava espadas curtas – no entanto ele confiava mais em seu arco e atirava mais longe do que qualquer um daquele exército.”
“Havia também o povo do Pilar e da Torre da Neve e ambos esses povos eram liderados por Penlod, mais alto dentro os Gnomos. Havia também aqueles da Árvore, e eram um povo numeroso, e suas vestes eram verdes. Eles lutavam com clavas reforçadas com ferro ou com fundas e seu lorde era Galdor, que era considerado o mais valente dentro todos os Gondothlim, exceto por Turgon. Lá estava a casa da Flor Dourada, que apresentava um sol com raios em seus escudos e seu chefe, Glorfindel, usava um manto bordado com fios de ouro que parecia repleto de celidônias como um campo na primavera; e suas armas eram habilmente ornadas com ouro.”

Observação: Gnomos eram como os Noldor também eram conhecidos.

4 comentários:

  1. Pelas minhas barbas! Muito obrigado por compartilhar este tesouro conosco, nobre Aramil! Realmente, tu não estavas exagerando quando disse que esta passagem era incrível!

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  2. Putz, muito bom Aramil!! Obrigado pelo post!

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  3. Obrigado pessoal. Desculpem pelos erros de tradução.

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  4. Muito bom o texto, realmente. Esses livros devem ser fascinantes.

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