quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Queda de Gondolin traduzida – parte 4


Mais um "Thor's Day", mais uma história. Boa leitura.

[pg181-182]

            “Agora o plano deles era segurar o que conquistaram, enquanto aquelas serpentes de bronze, com seus grandes pés, subiam lentamente sobre as serpentes de ferro, e alcançando os muros, abrissem uma grande fenda pela qual os Balrogs pudessem cavalgar sobre os dragões de chamas: mas sabiam que isto precisava ser feito com rapidez, pois as chamas daquelas serpentes não duravam eternamente e somente podiam ser reabastecidas nos poços de fogo que Melko construiu na segurança de sua própria terra.”
            “Mas, enquanto seus mensageiros eram enviados, eles ouviram uma doce música tocada entre as fileiras dos Gondothlim e temeram seu significado; e lá veio Ecthelion e o povo da Fonte, os quais Turgon havia segurado em reserva, pois ele observava a batalha do alto de sua torre. Agora marchava esse povo ao som de suas flautas, e o cristal e a prata de suas vestes eram uma bela visão entre a luz vermelha do fogo e a negrura das ruínas.”
            “Então subitamente sua música cessou e Ecthelion, da bela voz, ordenou o desembainhar das armas, e antes que os Orcs pudessem perceber sua investida aquelas pálidas lâminas já estavam entre eles. É dito que o povo de Ecthelion lá matou mais goblins do que já caíram em todas as batalhas dos Eldalië contra aquela raça, e que seu nome é um terror entre eles até o presente, e um grito de batalha para os Eldar.”
Tuor

            “E é agora que Tuor e os homens da Asa entram na batalha e se posicionam ao lado de Ecthelion e daqueles da Fonte, e os dois desferem golpes poderosos e protegem um ao outro contra vários golpes, e assolam os Orcs de modo que quase chegam ao portão. Mas lá eles encontram tremores e sacudidas, pois os dragões trabalham intensamente em formar um caminho subindo Amon Gwareth e em derrubar as muralhas da cidade; e já há uma fenda nelas e uma confusão de pedras onde as torres de guarda caíram em ruína. Bandos da Andorinha e do Arco Celestial lutam amargamente entre as ruínas ou sobre os muros a leste e a oeste do inimigo; mas ao mesmo tempo em que Tuor se aproxima atrás dos Orcs, uma daquelas serpentes de bronze se lança contra o muro oeste e uma grande parte dele treme e cai, e detrás do muro aparece uma criatura de fogo com Balrogs sobre suas costas. Chamas são lançadas da boca daquele dragão e pessoas secam diante dele, e as asas do elmo de Tuor são enegrecidas, mas ele permanece firme e reúne ao seu redor sua guarda e todos do Arco e da Andorinha que ele consegue encontrar, enquanto à sua direita Ecthelion reagrupa os homens da Fonte do Sul.”

            “Agora os Orcs ganham novo ânimo com a vinda dos dragões e se unem aos Balrogs que entram pela fenda e eles atacam os Gondothlim gravemente. Lá Tuor matou Othrod, um lorde dos Orcs, cortando seu elmo, e ele cortou ao meio Balcmeg e decepou as pernas de Lug com seu machado, mas Ecthelion passou por dois capitães do Orcs de uma vez e cortou a cabeça de Orcobal, o maior campeão dos Orcs; e por causa da grande coragem desses dois lordes eles chegaram até os Balrogs. Daqueles demônios poderosos Ecthelion matou três, pois a luz de sua espada fendia seu ferro e feria seu fogo e eles se contorciam; no entanto eles temiam ainda mais o salto do machado Dramborleg que era empunhado pela mão de Tuor, pois cantava como as asas das águias no ar e trazia morte onde caía, e cinco caíram diante dele.”
            “Mas poucos não conseguem lutar sempre contra muitos e o braço esquerdo de Ecthelion recebeu um corte profundo do chicote de um Balrog e seu escudo caiu por terra enquanto um dragão de fogo se aproximava das ruínas do muro. Então Ecthelion se apoiou em Tuor e Tuor não o abandonou, mesmo quando os pés do monstro já estavam sobre eles e certamente os derrubariam; mas Tuor atacou o pé da criatura e chamas jorraram dele e a serpente gritou, chicoteando sua cauda; e muitos Orcs e Noldoli encontraram a morte por isso. Então Tuor reuniu suas forças e levantou Ecthelion e junto com um remanescente de seu povo saiu de lá e escapou do dragão; mas terrível foi o número de homens que aquela fera matara e os Gondothlim se abalaram profundamente.”

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Queda de Gondolin traduzida - parte 3


Hoje homenageamos o Povo do Martelo da Ira. Que sua bravura e coragem nunca sejam esquecidas.





[pg 179-181]
...
“Agora a batalha naquele portão era realmente cruel, e Duilin da Andorinha, enquanto atirava dos muros, foi atingido por um raio chamejante dos Balrogs que percorriam a base de Amon Gwareth; e ele caiu das alturas e pereceu. Então os Balrogs continuaram a lançar dardos de fogo e flechas flamejantes, como pequenas serpentes no céu, e estas caíam nos telhados e jardins de Gondolin até que todas as árvores estivessem chamuscadas, e as flores e grama queimados e os alvos muros e colunas pretejados e queimados: mas o pior foi que uma companhia daqueles demônios escalaram as serpentes de ferro e soltaram seus arcos e fundas até que um fogo começou a queimar na cidade atrás do exército principal dos defensores.”
Rog

“Então Rog falou com voz poderosa: ‘Quem agora temerá os Balrogs por todo seu terror? Vejam diante de nós os amaldiçoados que por eras atormentaram os filhos dos Noldoli e que agora ateiam fogo às nossas costas com seus disparos. Venham, ó povo do Martelo da Ira e nós os abateremos por toda sua maldade’. Então ele levantou sua maça, e seu cabo era longo; e ele abriu um caminho diante de si pela fúria de sua investida, até o próprio portão caído: mas todo o povo da Bigorna Martelada correu atrás como uma cunha, e faíscas saíam de seus olhos por causa da fúria de sua ira. Um grande feito foi aquele ataque, como os Noldoli ainda cantam, e muitos dos Orcs foram empurrados para trás para o fogo abaixo; mas os homens de Rog pularam sobre as espirais das serpentes e se lançaram sobre aqueles Balrogs e os feriram gravemente, pois tudo o que tinha eram chicotes de fogo e garras de aço e eram de grande estatura. Eles os abateram até não sobrar nada, ou capturando seus chicotes, usam estes contra eles, e os rasgavam, assim como estes outrora rasgavam os Gnomos; e o número de Balrogs que pereceram foi uma maravilha e um pavor para as hostes de Melko, pois até aquele dia nenhum dos Balrogs havia sido morto pelas mãos de Homens ou Elfos.”

“Então Gothmog, Lorde dos Balrogs, reuniu todos seus demônios que estavam ao redor da cidade e os ordenou do seguinte modo: uma parte se dirigiu contra o povo do Martelo e recuou diante deles, mas uma companhia maior, percorrendo o flanco, tentou chegar às costas deles, mais acima nas espirais das serpentes e mais perto do portão, para que Rog não pudesse recuar, a não ser com grande matança entre seu povo. Mas vendo isso, Rog não tentou recuar, como era o esperado, mas com todo seu povo caiu sobre aqueles que estavam diante dele; e agora eles fugiam diante dele por necessidade e não por ardil. Eles foram assolados até a planície, e seus gritos rasgaram o ar de Tumladin. Então aquela casa do Martelo saiu ferindo e cortando os bandos surpreendidos de Melko, até que foram cercados no fim por uma força esmagadora de Orcs e Balrogs e uma serpente de fogo foi solta contra eles. Lá eles pereceram ao redor de Rog, atacando até o fim, até que ferro e fogo os sobrepujaram, e ainda é cantado que cada homem do Martelo da Ira tomou a vida de sete de seus inimigos para pagar a sua. Então o pavor caiu mais fortemente entre os Gondothlim com a morte de Rog e a perda de seu batalhão e eles recuaram ainda mais para o interior da cidade, e lá Penlod pereceu em uma rua, de costas contra uma parede, e ao seu redor muitos dos homens do Pilar e muitos da Torre da Neve.”
“Agora, portanto, os goblins de Melko mantinham o portão e uma boa parte dos muros de cada lado, donde um grande número do povo da Andorinha e do Arco-íris foi lançado para sua morte; mas dentro da cidade eles conquistaram um grande espaço, chegando quase até o centro, até o Palácio da Fonte adjacente à Praça do Palácio. No entanto, naqueles caminhos e ao redor do portão seus mortos foram empilhados em incontáveis montes, e pararam e tomaram conselho, vendo que pela bravura dos Gondothlim haviam perdido muito mais do que esperavam, e muito mais do que os defensores. Temorosos também estavam por causa da matança que Rog havia feito entre os Balrogs, pois tinham grande coragem e confiança no coração por causa daqueles demônios.”

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Queda de Gondolin traduzida - parte 2


Hoje continua a bela e trágica batalha pela cidade de Gondolin, do Book of Lost Tales 2. Para mais informações veja o primeiro post. Boa leitura.



[pg 175]

“Então veio do sul da cidade o povo da Fonte, e Ecthelion era seu lorde, e prata e diamantes eram o seu deleite; e eles empunhavam espadas muito longas e luminosas e pálidas e entraram na batalha ao som de flautas. Atrás deles veio a multidão da Harpa, e este era um batalhão de guerreiros corajosos; mas o seu líder, Salgant era um covarde e ele bajulava Meglin. Eles estavam adornados com pendões de prata e pendões de ouro e uma harpa de prata sobre um campo negro brilhava como seu emblema; mas apenas Salgant portava uma harpa de ouro e somente ele cavalgou até a batalha dentre todos os filhos dos Gondothlim e ele era pesado e troncudo.”
“Agora, o último dos batalhões era composto pelo povo do Martelo da Ira e destes vinham os melhores ferreiros e artesões, e todo aquele povo reverenciava Aulë, o Ferreiro acima de todos os Ainur. Eles lutavam com grandes maças, como martelos, e seus escudos eram pesados, pois tinham braços fortes. Em dias antigos eles recrutaram muitos dos Noldoli que escaparam das minas de Melko, e o ódio desta casa para com os trabalhos daquele ente maligno e para com os Balrogs, seus demônios, era excessivamente grande. E o seu líder, Rog, era o mais forte dos Gnomos, e quase primeiro em valentia, atrás de Galdor da Árvore. O símbolo deste povo era a Bigorna Martelada, e um martelo que lançava faíscas sobra ela estava em seus escudos, e ouro vermelho e ferro negro eram seu deleite. Muito numeroso era aquele batalhão, e nenhum dentre eles era fraco de coração e eles ganharam a maior glória dentre todas aquelas casas valorosas naquela batalha contra a ruína; no entanto, seu destino era infeliz e nenhum deles jamais escapou daquele campo, mas caíram ao redor de Rog e desapareceram da Terra; e com eles muito da habilidade e perícia também foram perdidos para sempre.”
...
[pg177-178]

“E agora os monstros vieram pelo vale e as torres brancas de Gondolin se avermelharam diante deles; mas os mais valentes entre eles sentiram pavor ao contemplarem aqueles dragões de fogo e aquelas serpentes de bronze e ferro que já rondavam ao redor da colina da cidade; e atiravam flechas neles inutilmente. Então há um grito de esperança, pois observem, as serpentes de fogo não conseguem subir a colina por sua declividade e sua superfície lisa e por razão das águas que escorriam por suas laterais; mas eles permanecem ao pé da colina e um grande vapor sobe onde os riachos de Amon Gwareth e as chamas das serpentes se encontram. Então subiu um calor tão grande que as mulheres desmaiavam e os homens suavam até a exaustão embaixo de suas cotas de malha e todas as nascentes da cidade, exceto pela fonte do rei, se aqueceram e lançavam vapores.”
“Mas então Gothmog, lorde dos Balrogs, capitão das fileiras de Melko, deliberou e reuniu todas as suas criaturas de ferro que conseguiam se enrolar ao redor e sobre todos os obstáculos diante deles. Ele ordenou que estas se empilhassem diante do portão do Norte; e suas espirais atingiram seu limiar e se lançaram sobre as torres e bastiões ao redor e, por causa do peso excessivo de seus corpos, aqueles portões caíram e houve um grande barulho: mas a maior parte dos muros ao redor das serpentes permaneceu firme. Então as máquinas e catapultas do rei lançaram dardos e pedras e metal derretido sobre aqueles monstros implacáveis, e suas barrigas ocas tiniram diante daqueles golpes, mas sem sucesso, pois não podiam ser quebrados e o fogo apenas escorria por eles. Então as serpentes superiores se abriram no meio e uma horda incontável de Orcs, os goblins do ódio, se lançaram contra a fenda; quem contará sobre o cintilar de suas cimitarras ou o brilho de suas lanças de ponta larga com as quais estocavam?”
“Então Rog gritou com uma voz poderosa e todo o povo do Martelo da Ira e o povo da Árvore, com Galdor o valente, se lançaram contra o inimigo. Lá os golpes de seus poderosos martelos e o tinir de suas clavas ecoaram nas Montanhas Circundantes e os Orcs caíram como folhas; e aqueles da Andorinha e do Arco atiraram flechas como uma chuva escura de outono sobre eles e ambos Orcs e Gondothlim caíram diante delas por causa da fumaça e confusão. Grande foi aquela batalha, mas apesar de toda a valentia dos Gondothlim, por causa do número crescente de seus inimigos, eles foram lentamente empurrados para trás até que os goblins controlassem a parte norte da cidade.”

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Redstore! - ASGARD RPG em promoção e ATUALIZAÇÕES gratuitas!

Frodo: - Saudações amigos!!

Primeiramente gostaria de dizer que a versão 1.2 (atualizada) do Asgard RPG já está na REDSTORE! A boa notícia é que está em promoção. De R$9,00 por R$ 7,50. Aproveite e adquira o seu CLICANDO AQUI.

ASGARD RPG 

Se você já tem a primeira versão ou a versão 1.1 não se preocupe, disponibilizamos gratuitamente as atualizações. Para ter acesso a elas CLIQUE AQUI.

Se você possui a primeira versão: Baixe a atualização 1 e 2 para adequar suas regras à versão 1.2

Se você possui a versão 1.1, baixe apenas a atualização 2 para adequar suas regras à versão 1.2

Vale lembrar que a ficha de personagem atualizada já vem junto com a atualização para que você possa imprimir.

Atualizações gratuitas!

Qualquer dúvida estamos à disposição pelo e-mail: asgardlegends@hotmail.com

Redstore! - Lançamento do E-book "O Enigma da Lua - A centésima vida"

Frodo: - Saudações aventureiros!! É com imensa satisfação que anuncio o mais novo lançamento da ASGARD LEGENDS: O E-book "O Enigma da Lua", de Liége Báccaro Toledo.

Capa do Livro por Angela Takagui

"100 vidas eu viverei até que pague por isso
100 vidas eu viverei até que o Escuro seja banido
100 vidas viveremos separados, até que possamos nos encontrar novamente
100 vezes sozinhos, e uma vez mais juntos
Quando ele finalmente nos abandonará”

Quando Driali, uma clériga da Deusa Lua, dá à luz sua segunda filha, Elora, ela não só se depara com uma linda criança, mas também com uma das mais preciosas e complexas criações de sua divindade. O que sua filha e Laucian - um meio-elfo e melhor amigo da jovem Elora - representam é algo que a clériga tenta esconder durante anos, por medo das consequências e perigos que podem se abater sobre os dois jovens. Contudo, quando a paz da acolhedora cidade de Silena começa a ser ameaçada por sombras de um mal há muito adormecido, Driali decide que é chegada a hora de revelar o que sabe. A partir de então, quatro amigos – Elora, Laucian, Myron e Valenia – descobrem que precisarão, cada um a sua maneira, tomar decisões que mudarão para sempre suas vidas e o destino de todos aqueles que os cercam. Suas jornadas e o desenrolar de uma batalha de luz e trevas que envolve todo o mundo de Edrim e o poder de deuses e suas criaturas está apenas começando...  

PARA ADQUIRIR ESTE BELO ROMANCE, CLIQUE AQUI

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Redstore! - As Crônicas de Elgalor - Tomo I gratuito na REDSTORE e futuros lançamentos

Frodo: - Saudações amigos! Dando continuidade aos lançamentos da Asgard Legends, resolvemos re-publicar o E-BOOK do Tomo I das Crônicas de Elgalor, desta vez na Redstore. Adquira já seu exemplar, afinal de contas é gratuito. Para ter acesso ao seu exemplar CLIQUE AQUI.

Crônicas de Elgalor, Tomo I, por Odin

Fiquem atentos, pois novos lançamentos estão chegando à REDSTORE (EM BREVE!), alguns deles ainda este ano, como é o caso do ENIGMA DA LUA, escrito por Liége Báccaro Toledo e ilustrado por Angela Takagui.

O Enigma da Lua, por Liége B. Toledo

E o futuro da Asgard Legends não pára por aí. Em breve teremos o lançamento gratuito das atualizações do ASGARD RPG, pensadas para tornar o jogo mais fluido e equilibrado. Teremos ainda o lançamento do Tomo II das Crônicas de Elgalor e além disso, temos um novo sistema de RPG em construção, o Blades & Magic - Ajude-nos a construir um bom sistema com seus comentários CLICANDO AQUI.

Bom pessoal, por enquanto é "só" isso.


sábado, 5 de novembro de 2011

Elgalor's Funtime! - Mario Kart na vida real (Remi Gaillard)


Frodo: - Saudações amigos! Para entretê-los neste sábado, trago um infame vídeo do francês Remi Gaillard. O Rapaz se veste de Mario (sim, o mascote bigodudo da nintendo), pega um Kart, e simula partidas de mario kart na rua. Quem ja jogou o o jogo precisa conferir:

Video 1


Video 2



E para quem gostou, abaixo uma compilação das loucuras que esse cara já fez...rss

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aramil recomenda: The History of Middle-earth – The Book of Lost Tales 2 - A Queda de Gondolin


Prezados leitores, nesta quinta-feira dou continuação à seção Aramil Recomenda, na qual trarei recomendações de leitura. Ainda não terminei o livro, mas quando li sobre a queda de Gondolin até eu, um mago, senti o desejo de batalha ferver em meu sangue. Por isso, venho trazer uma pequena parte traduzida desta bela história. O trecho é grande, então apresentarei a história por partes. Boa leitura.


[pp.171]

“Assim os anos passam e Tuor, incentivado por Idril, continuou escavando seu túnel secreto; mas percebendo que o cerco dos espiões diminuiu, Turgon viveu em mais tranquilidade e com menos medo. No entanto, estes anos estão repletos do trabalho intenso de Melko e todos do povo-escravo dos Noldoli escavam constantemente por metais enquanto Melko senta e desenvolve fogos e invoca chamas e fumaça a subirem do calor das profundezas, nem ele permite que qualquer um dos Noldoli dê um passo além de seu confinamento. Então, após algum tempo, Melko reúne seus ferreiros e feiticeiros mais astutos e, de ferro e fogo eles criam um horda de monstros tal qual só foi vista naquela época e nunca mais será vista até o Grande Fim. Alguns eram todo de ferro tão habilmente ligado que fluíam como lentos rios de metal ou se enrolavam sobre todos os obstáculos diante deles e estes eram preenchidos nas suas profundezas pelos mais cruéis Orcs com cimitarras e lanças; outros eram de bronze e cobre e receberam coração e espírito de fogo ardente e eles explodiam tudo diante deles com o terror do seu bufar ou esmagavam todos que escapavam o ardor de seu hálito; e outros eram criaturas de puro fogo que se contorciam como cordas de metal fundido e eles traziam ruína para qualquer tecido que chegasse perto e o ferro e a pedra derretiam diante deles e se tornavam como água e sobre essas criaturas cavalgavam os Balrogs, centenas deles; estes eram os piores de todos os monstros que Melko planejou contra Gondolin.”


[p.173-175]
“Então vieram por sobre a planície cavaleiros que traziam, ofegantes, notícias dos que mantinham vigília sobre os picos; e eles relataram sobre as hordas ardentes e  vultos como de dragões, e disseram: ‘Melko está sobre nós.’ Grande foi o medo e angústia dentro daquela bela cidade e as ruas e travessas estavam repletas do lamentar das mulheres e do choro de crianças e as praças com o tinir de armas e reunião de soldados. Lá estavam as bandeiras de todas as grandes casas e famílias dos Gondothlim. Poderosas eram as fileiras da casa do rei e suas cores eram branco e dourado e vermelho e seu emblema, a lua, o sol e o coração escarlate. Agora, no meio de tudo estava Tuor, mais alto que todos e sua armadura de prata reluzia e ao seu redor estava uma companhia do povo mais vigoroso. Veja! Todos estes tinham asas, como de cisnes ou gaivotas, nos seus elmos e o emblema da Asa Branca estava em seus escudos. Mas o povo de Meglin estava reunido no mesmo local e suas vestes eram lúgubres e não traziam sinal ou emblema, mas seus elmos redondos de aço eram recobertos com pele de toupeira e eles lutavam com machados duplos parecidos com picaretas. Lá, Meglin, príncipe de Gondobar, reuniu muitos guerreiros de semblante sombrio e olhar traiçoeiro ao seu redor e um vermelho intenso brilhava em seus rostos e refletia nas superfícies polidas de seu equipamento. Observe, todas as colinas ao norte estavam em chamas e era como se rios de fogo escorriam pelas encostas que levavam à planície de Tumladin, e o povo já sentia seu calor.”
“E muitas outras casas havia lá, o povo da Andorinha e do Arco Celestial e destes povos vinham os melhores e mais numerosos arqueiros e eles estavam posicionados nos lugares amplos sobre os muros. O povo da Andorinha apresentava um leque de penas em seus elmos e estavam vestidos de branco e azul escuro e de roxo e preto e tinha uma ponta de flecha em seus escudos. Seu lorde era Duilin, o mais rápido de todos os homens em corrida e salto e o mais preciso dos arqueiros. Mas eles, do povo do Arco Celestial, sendo um povo de riqueza incomensurável, estavam adornados em uma glória de cores, e suas armas estavam cravadas de jóias que flamejavam na luz do céu. Todos os escudos daquele batalhão eram azul celeste e no centro tinham uma jóia construída de sete gemas, rubis e ametistas e safiras, esmeraldas, crisoprásios, topázios e âmbar, mas uma opala de grande tamanho estava incrustada em seus elmos. Eglamoth era seu chefe, e ele usava um manto azul no qual estrelas foram bordadas em cristal e sua espada era curva – nenhum outro dos Noldoli usava espadas curtas – no entanto ele confiava mais em seu arco e atirava mais longe do que qualquer um daquele exército.”
“Havia também o povo do Pilar e da Torre da Neve e ambos esses povos eram liderados por Penlod, mais alto dentro os Gnomos. Havia também aqueles da Árvore, e eram um povo numeroso, e suas vestes eram verdes. Eles lutavam com clavas reforçadas com ferro ou com fundas e seu lorde era Galdor, que era considerado o mais valente dentro todos os Gondothlim, exceto por Turgon. Lá estava a casa da Flor Dourada, que apresentava um sol com raios em seus escudos e seu chefe, Glorfindel, usava um manto bordado com fios de ouro que parecia repleto de celidônias como um campo na primavera; e suas armas eram habilmente ornadas com ouro.”

Observação: Gnomos eram como os Noldor também eram conhecidos.