quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Histórias de Beleriand: ...Ressacas e Traições


Caros leitores, nesta primeira quinta-feira do novo mês trago-vos a continuação da história anterior. Devo avisá-los que anões não devem continuar a leitura. Boa leitura.

Reidan acorda com um cutucão nas costas.
– Acorde, bela adormecida. Tá na hora de levantar – Erick fala para seu companheiro.
Uma dor lancinante penetra em sua cabeça a cada palavra de Erick.
– O quê... ahn...onde estou? – Reidan sussurra.
– Hahahaha – Erick faz questão de rir bem alto para provocar Reidan – você está no mesmo lugar onde desmaiou ontem à noite, aqui do lado da taverna.
– Ah, fale baixo.... Por que veio me acordar então? Já que me deixou aqui poderia ter me deixado dormindo.
– É que você tem um compromisso especial hoje – Erick fala com malícia, esperando a reação de Reidan.
– Compromisso, eu não tenho...não tenho...não...não...NÃO!!!!!!!!!!!!!!!

Reidan dá um grito (o que faz sua cabeça querer rachar em duas) quando a memória da noite anterior retorna. Ele se lembra da taverna, da bebedeira, da aposta e da queda de braço. E de ter perdido.
– Hahaha, valeu a pena vir aqui te acordar para ver sua cara de desespero. Vamos lá, você não quer se atrasar para seu primeiro dia de servidão ou seu mestre ficará zangado.
– Filho de uma mula! Com é que eu fui perder. Ahhhh – Reidan desfere um soco na parede do local de sua derrota. – Mas não temos que encontrar o clérigo, ou o rei dos anões, ou algo assim?
– Fique tranquilo, o Sumo Sacerdote e Rei deste lugar só nos receberá daqui a três dias. E, ainda sim, você terá que cumprir seus sete dias de escravidão, então não vai escapar dessa.

.~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~

– Ora, ora, ora. Olha quem resolveu aparecer. E atrasado. – Furin, o mestre temporário de Reidan, diz ao abrir a porta.
– Sim, estou aqui – Reidan fala olhando para o anão, com revolta nos olhos – vamos acabar logo com isso.
– Bem, uma hora vai acabar, mas não será logo. Hehe. Pode começar limpando minhas botas. Pisei em uma pilha de bosta de ankheg ontem à noite e quero-as bem limpinhas.
– Mas que droga. Onde estão essas botas, então! – Reidan desabafa.
– Ei, controle sua língua, escravo. Você se dirigirá a mim como Mestre Furin e nada de ficar reclamando.
Reidan rola os olhos. Será uma longa semana.
Furin


.~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ .~ 

O primeiro dia de escravidão passou tão velozmente quanto uma lesma dando um passeio de domingo em uma subida. Íngreme.

Furin era um capitão anão, logo tinha um lar relativamente grande, considerando que ele e sua esposa, Diesa, moravam sozinhos. E Diesa não era mais benevolente do que Furin ao distribuir tarefas domésticas para Reidan. Furin saía durante o dia para cumprir seus deveres de capitão e deixava uma lista para Diesa supervisionar Reidan. E quando a lista acabava, Diesa pensava em novas tarefas. Assim, a revolta do guerreiro foi crescendo durante todo aquele longo, longo dia.

Mas, repentinamente, uma ideia surgiu na mente de Reidan. Especula-se que um diabrete ou um espírito profano estivesse passando por aquelas bandas naquele momento e, ao ver a situação, colocou a ideia na mente de Reidan. Outros dizem que uma deusa, há muito esquecida, viu uma oportunidade naquele momento. Outros ainda dizem somente que Reidan era um porco. Nunca saberemos a verdade.

Mas vamos voltar à ideia que Reidan teve. Ele percebeu que Furin saía o dia inteiro e que sua esposa, Diesa, ficava sozinha na casa. E ele queria vingança do anão. E que melhor maneira do que seduzir a esposa de seu mestre temporário. Pareceu uma ideia brilhante na época. Então, Reidan iniciou seu ritual de conquista (pois não seria fácil um humano seduzir uma anã). Ele começou a realizar os pedidos de Diesa com disposição, tentando sempre fazer algo mais para agradá-la. Ele se oferecia para escovar sua barba e elogiava-a dizendo que nunca vira uma anã tão bela e forte. Sempre que possível realizava suas tarefas sem camisa, alegando calor, entre outras coisas.

Assim, em parte devido à sua habilidade e em parte devido à sorte, Reidan adentrou território desconhecido: o coração de uma anã. O resto fica para a imaginação...


Uma música para inspiração.

10 comentários:

  1. Pelas oito patas de Sleipnir!

    Colocastes até uma canção para reforçar este... embaraçoso momento na história dos anões!

    ResponderExcluir
  2. Hargor Martelo de Mitral1 de setembro de 2011 08:18

    Aramil, esmagarei seu crânio por isso.

    ResponderExcluir
  3. Não me culpe por isso, Hargor. Eu apenas contei a história.

    E sim, Odin, achei que a música daria uma "clima" interessante à história. Hahahaha

    ResponderExcluir
  4. Hahaha muito bom. A música foi uma jogada e tanto!

    ResponderExcluir
  5. Deus. Eu me lembro desse nefasto acontecimento. Ainda hoje isso me assombra em pesadelos.

    ResponderExcluir
  6. Hahaha, foi uma das minhas sessões favoritas que mestrar. O jogador que interpretava o Reidan é o Oyama, aqui do blog, e sua imaginação não possui limites...
    Mas ainda virão muitos outros episódios tragicômicos. Acho que gosto de fazer sessões meio cômicas mesmo.

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Essa campanha realmente teve vários episódios comicos e tragicomicos... O girallon de bahamut, a passagens por aquele reino de sombras onde apenas o bardo chegou no fim, enganar os três arquidemonios, ter que comprar todos os itens magicos de novo porque algum idiota usou disjunção de mordenkai e o bardo voltou literalmente pelado para casa... bons tempos :-)

    ResponderExcluir
  9. Bem vindo Thales. Realmente, bons tempos. Espero narrar todos estes fatos aqui em devido tempo (e nesse meio tempo se quiser mandar algumas canções do Rudolph para nós, será bem legal)

    ResponderExcluir