quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Histórias de Beleriand: Fronteiras de Guerra

Bom dia, leitores desta coletânea. Mais uma quinta-feira, mais uma história. Boa leitura, boa quinta e bom final de semana.


Em uma sala relativamente grande, Erick, Zingara, Rudolph, Rhenuliu e Joselito se reúnem com o Rei e Sumo Sacerdote dos anões, Korvar IV e seu conselho de guerra. Reidan se encontrava “ocupado” naquela semana.

Eles estão sentados diante de uma sólida mesa retangular de abeto, com um grande mapa de Beleriand aberto diante deles. O Rei Korvar IV levanta-se e diz:

— Eu ouvi a missão de vocês e o que necessitam, mas vocês precisam entender a situação.

— Tudo bem — o grupo diz em uníssono.

— Os exércitos de Morgoth pressionam as fronteiras de Beleriand. No Norte, seu exército de demônios e gigantes, entre outras criaturas nefastas, está sendo segurado na Fronteira de Maedhros pelos exércitos de Sirion, mas não sei por quanto tempo. Eles possuem sete batalhões lá, mas as fileiras do inimigo crescem a cada dia e os reforços só chegarão em dois meses.

— Mas como Morgoth conseguiu tantos demônios assim? Não faz sentido... — Zingara interrompe o monólogo do Rei.

— Eu sei — diz Korvar, não muito contente em ser interrompido — mas suspeito que esteja relacionado com os soldados e camponeses desaparecidos. As notícias da linha de frente indicam que quase nenhum corpo de nossos aliados é recuperado após um ataque. No início achávamos que aqueles monstros estavam devorando nossos soldados, mas a quantidade de desaparecidos cresceu tanto que estamos desconfiados de magia negra.

— Grrrr... — Joselito expressa seu desprezo — magia negra.

— Sim, concordo. Mas a situação está pior no Leste. A destruição de Nogrod e Belegost, há cerca de 100 anos, levou à abertura de parte das Ered Luin, as Montanhas Azuis, que era uma barreira natural entre nossas terras e as Terras Selvagens. E sem nossos primos para defender a passagem, o Leste tem sido invadido por toda espécie de abominação e tribo selvagem desde então. E Morgoth se aproveitou disso quando iniciou seu ataque: junto com a Irmandade dos Horrores, eles criaram um exército de mortos-vivos que marcharam sem descanso através do Grande Deserto que há além das Ered Luin e invadiram repentinamente Thargelion e parte de Ossiriand.

— Eu não sabia que a situação estava tão ruim assim — interveio Erick.

— Sim, a guerra não vai bem. Mas, graças a Moradin, o Rio Gelion é abençoado. Os mortos-vivos não conseguem atravessá-lo. E no Leste nós temos três batalhões de anões e um batalhão de Sirion que estão segurando a única ponte que permitiria atravessar o Rio Gelion, Sarn Athrad. Se ela for conquistada, toda Ossiriand e Beleriand Oriental estarão abertos aos exércitos de Morgoth.

— No entanto, tenho más notícias para vocês. A cidade até onde precisam chegar, a Cidade-Cachoeira de Solanum, no Lago Helevorn, está sendo sitiada pelo exército do Leste. E meus batedores dizem que ela cairá em cerca de uma semana.

— Claro! — diz Rudolph — Típico. Nada nunca pode ser fácil.



8 comentários:

  1. Legal!!
    Não conhecia o blog!
    Parabéns pelo trabalho!

    abraço!

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  2. Obrigado Anônimo. Volte sempre. Toda quinta-feira tem postagem do Aramil.

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  3. Ótimo capítulo, nobre Aramil.

    Fostes muito feliz inclusive na escolha das imagens; lembro-me que esta reunião foi deveras tensa para todos...

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  4. Obrigado, grande Odin.

    Assim que baixar o Senhor dos Aneis, jogaremos.

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  5. Muito bom! Estou com vontade de jogar RPG...

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  6. É mto pesado o Lord of the rings? quero jogar tb! rs

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  7. Estou baixando agora e parece que são 7GB.

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  8. Com as atualizações são 9 GB. Porém, isto se deve ao tamanho do jogo e à quantidade de cenários. A parte gráfica é bela, mas simples o bastante para que o jogo rode bem.

    Nos vemos na Terra-Média então!

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