quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Histórias de Beleriand: Estrada para Perdição

Olá leitores. Hoje é... quinta-feira. Dia de mais um conto do livro de Maglor. Boa leitura.



A sábia maga Bosker-Lurs escreveu:

Ser traído por alguém em quem se confia profundamente provoca um grande conflito na alma. Este conflito provoca uma paralisia, uma inabilidade de agir de acordo com a lógica ou de acordo com algum código interno de conduta. Ser traído provoca uma resposta inata em nossas mentes: o ente que nos traiu, a idéia da pessoa em quem confiamos, efetivamente morre e sempre que há uma morte, uma perda, passamos pelos cinco estágios do luto.

Aldarion foi traído por Cassandra. No início

Negação: ele não podia acreditar no que estava acontecendo. Mesmo vendo sua amada invocar os poderes profanos do demônio Morgoth, mesmo vendo seus companheiros serem mortos pelos clérigos que serviam à Cassandra. Ele não conseguia levantar a espada contra a mulher com a qual havia dividido sua cama, a quem tinha entregue seu coração e alma. Ela não podia estar fazendo isso. Deveria ser alguma feitiçaria. Ele faria de tudo até encontrar o culpado e...

BAM! Escuridão. Aldarion acorda preso em algum calabouço, um inferno de ferro. Diante dele está uma visão aterradora, Morgoth e...

Raiva: Cassandra! A maldita vadia que o traíra. “Vou te matar! Quando eu me soltar daqui você saberá o que é dor de verdade! Puta, meretriz, como você pode!” Morgoth e Cassandra só respondem com risos, alimentando a fúria do Paladino Perdido. Cassandra olha para Morgoth e diz: “Sabe, querido, não sei como consegui agüentar tanto tempo com este idiota. Ele nunca me satisfazia de verdade. Eu sempre tinha de morder meu lábio para não gritar seu nome na cama. Bem, já passou. Agora vem a parte divertida. Você, tolo Aldarion, é quem descobrirá o que é dor... agora!”.

Mais escuridão. Aldarion acorda. Seu o corpo, destruído. Sua honra, manchada. Seu coração, um vazio. Cassandra aparece...

Negociação: “Cassandra, eu sei que há uma faísca de bondade dentro de você. Nenhum ser está além da salvação. Eu sei que você me amou um dia, e eu amei... amo você. Volte para mim. Afaste-se desse demônio a quem serve. Eu faço o que você quiser. Renunciarei minha fé, meu povo, meu deus, qualquer coisa. Eu renuncio Bahamut. Por favor! Por favor, não vá, não vá...”

O tempo perde sentido na mais completa escuridão. Aldarion, sozinho em sua cela, ouvindo os uivos e gritos dos outros prisioneiros, fala sozinho quando Cassandra aparece...

Depressão: “Pronto para encontrar seu destino, querido? Não se preocupe, um dia te encontrarei no inferno”. Aldarion nem olha para sua visitante, ele só diz: “É o fim. Perdi tudo de mais precioso que tinha. Minha fé, quebrada. Um paladino sem fé não é nada. Minha honra, perdida. Um homem sem honra não tem valor. Bahamut me abandonou aqui. Você me abandonou, me destruiu por dentro. Não há mais nada. Então arraste-me para o inferno, para que, pelo menos, eu possa sentir alguma coisa, mesmo que seja dor e horror.” Cassandra olha para ele com um sorriso no rosto: “Falta pouco, querido... hahahahaha... ”

Em um monastério em Tol Galen...

            Aceitação: Ainda não... 



3 comentários:

  1. Que destino cruel aguardava Aldarion na estrada que o paladino escolheu trilhar... mas acredito que ainda haja esperança para o outrora nobre servo de Bahamut...

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  2. Pobre Aldarion... Cassandra traidora! Como pôde fazer isso com alguém que lhe amava... Cassandra merece pagar muito caro por tudo o que fez.

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  3. Rhorvals Alhanadel, o Ciclone de Aço11 de agosto de 2011 15:25

    É como fala o ditado: leais e estúpidos! Isso me lembra aquele ex-paladino tolo que tentou machucar a minha filha, mas graças à luz de Corellon e uma espada certeira o maldito foi morto. Para mim todo paladino ou algoz possui uma ponta de traição em seus corações podres, e por isso eles merecem cada tragédia que se abate sobre eles e seus entes queridos!

    Como clérigo de Corellon eu posso ser suspeito por falar isso, mas suas crônicas são excelentes, lorde Aramil!

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