sexta-feira, 27 de maio de 2011

Histórias e Canções - The Highwayman

Boa tarde, nobres viajantes de Elgalor. Hoje, na sexta-feira, encontro-me um pouco apertada com meu tempo. Portanto, neste belo dia trago apenas uma canção que também é uma história: The Highwayman, versão musical do poema de Alfred Noyes. Ele conta uma triste e bela história de amor entre um ladrão de estradas e uma bela donzela chamada Bess. Amor, sacrifício e sobrenatural misturam-se nesta linda obra que foi magistralmente musicada pela barda Loreena Mckennitt, que todos já sabem que muito admiro. Trago-vos a versão ao vivo porque é mais rápida e dinâmica, embora não seja a versão ao vivo que possuo e prefiro.



The Highwayman

The wind was a torrent of darkness among the gusty trees
The moon was a ghostly galleon tossed upon the cloudy seas
The road was a ribbon of moonlight over the purple moor
And the highwayman came riding,
Riding, riding,
The highwayman came riding, up to the old inn-door.

He'd a French cocked hat on his forehead, a bunch of lace at his chin,
A coat of claret velvet, and breeches of brown doe-skin;
They fitted with never a wrinkle; his boots were up to the thigh!
And he rode with a jewelled twinkle,
His pistol butts a-twinkle,
His rapier hilt a-twinkle, under the jewelled sky.

Over the cobbles he clattered and clashed in the dark inn yard,
And he tapped with his whip on the shutters, but all was locked and barred;
He whistled a tune to the window, and who should be waiting there
But the landlord's black-eyed daughter,
Bess, the landlord's daughter,
Plaiting a dark red love-knot into her long black hair.

"One kiss, my bonny sweetheart, I'm after a prize tonight,
But I shall be back with the yellow gold before the morning light;
Yet if they press me sharply, and harry me through the day,
Then look for me by the moonlight,
Watch for me by the moonlight,
I'll come to thee by the moonlight, though hell should bar the way.

He rose upright in the stirrups; he scarce could reach her hand
But she loosened her hair i' the casement! His face burnt like abrand
As the black cascade of perfume came tumbling over his breast;
And he kissed its waves in the moonlight,
(Oh, sweet waves in the moonlight!)
Then he tugged at his rein in the moonlight, and galloped away to the west.

He did not come at the dawning; he did not come at noon,
And out of the tawny sunset, before the rise o' the moon,
When the road was a gypsy's ribbon, looping the purple moor,
A red-coat troop came marching,
Marching, marching
King George's men came marching, up to the old inn-door.

They said no word to the landlord, they drank his ale instead,
But they gagged his daughter and bound her to the foot of her narrow bed;
Two of them knelt at the casement, with muskets at their side!
there was death at every window
and hell at one dark window;
For Bess could see, through the casement,
The road that he would ride.

They had tied her up to attention, with many a sniggering jest;
They had bound a musket beside her, with the barrel beneath her breast!
"now keep good watch!" And they kissed her.
She heard the dead man say
"Look for me by the moonlight
Watch for me by the moonlight
I'll come to thee by the moonlight, though hell should bar the way!"

She twisted her hands behind her, but all the knots held good!
She writhed her hands till her fingers were wet with sweat or blood!
They stretched and strained in the darkness and the hours crawled by like years!
Till, now, on the stroke of midnight,
Cold, on the stroke of midnight,
The tip of one finger touched it!
The trigger at least was hers!

Tlot-tlot! Had they heard it? The horse-hoofs were ringing clear
Tlot-tlot, in the distance! Were they deaf that they did not hear?
Down the ribbon of moonlight, over the brow of the hill,
The highwayman came riding,
Riding, riding!
The red-coats looked to their priming!
She stood up straight and still!

Tlot in the frosty silence! Tlot, in the echoing night!
Nearer he came and nearer! Her face was like a light!
Her eyes grew wide for a moment! She drew one last deep breath,
Then her finger moved in the moonlight,
Her musket shattered the moonlight,
Shattered her breast in the moonlight and warned him with her death.

He turned; he spurred to the west; he did not know she stood
bowed, with her head o'er the musket, drenched with her own red blood!
Not till the dawn he heard it; his face grew grey to hear
How Bess, the landlord's daughter,
The landlord's black-eyed daughter,
Had watched for her love in the moonlight, and died in the darkness there.

Back, he spurred like a mad man, shrieking a curse to the sky
With the white road smoking behind him and his rapier brandished high!
Blood-red were the spurs i' the golden noon; wine-red was his velvet coat,
when they shot him down on the highway,
Down like a dog on the highway,
And he lay in his blood on the highway, with the bunch of lace at his throat.

Still of a winter's night, they say, when the wind is in the trees,
When the moon is a ghostly galleon, tossed upon the cloudy seas,
When the road is a ribbon of moonlight over the purple moor,
A highwayman comes riding,
Riding, riding,
A highwayman comes riding, up to the old inn-door.

O Ladrão de Estradas
O vento era uma corrente da escuridão entre as tempestuosas arvores
A lua era um pálido galeão lançado acima aos mares nublados
A estrada era um laço do luar sobre a terra roxa
E o ladrão de estradas vinha cavalgando
Cavalgando, cavalgando
O ladrão de estradas vinha cavalgando, em direção ao velho albergue

Ele usava um chapéu francês sobre a cabeça, um lenço de seda em seu queixo
Um casaco de veludo vermelho e calções de couro de coelho
Eles adaptaram-se sem precisar de uma prega, suas botas iam acima da coxa!
E ele cavalgava com brilho nos olhos ,
Com sua pistola brilhante
Com o cabo de sua espada brilhante, sob o céu brilhante

Sobre a calçada ele se anunciou, e adentrou o pátio escuro
E ele bateu com seu chicote nas persianas, porém elas estavam fechadas
Ele assobiou uma melodia à janela, e quem poderia estar esperando lá?
Senão a filha de olhos negros do senhorio,
Bess, a filha do senhorio
Com uma longa fita vermelha prendendo seus longos cabelos pretos

"Um beijo, minha bela adorada, estarei atrás de uma recompensa essa noite
Mas eu devo estar de volta com o ouro antes do amanhecer
Se me seguirem de perto, ou me atormentarem até o dia
Então procure-me no luar
Vigie por mim no luar
Eu virei te encontrar no luar, mesmo que o inferno barre meu caminho"

Ele subiu nos estribos, mal podia alcançar a mão dela
Porém ela desatou seu cabelo no batente! A face dele queimou tal qual braza
E a negra cascata de perfume chocou-se contra seu peito
E ele beijou as ondas no luar,
(Oh, doces ondas no luar!)
Então ele puxou suas rédias ao luar, E galopou em direção ao oeste.

Ele não veio ao amanhecer; ele não veio ao meio dia
E ao fim do pôr-do-sol, antes do nascer da lua,
Quando a estrada era como uma faixa cigana, amarrando a terra púrpura
Uma tropa com casacos vermelhos veio marchando
Marchando, marchando
Homens do Rei George vieram marchando em direção ao velho albergue

Eles não disseram uma palavra ao senhorio
Ao invés disso beberam sua cerveja
Então amordaçaram sua filha e amarraram-lhe aos pés de sua estreita cama
Dois deles ajoelharam-se ao lado da janela, com seus mosquetes ao lado
Havia morte em todas as janelas
E o inferno em uma janela escura
Bess pôde ver pela janela,
A estrada que ele iria cavalgar.

Eles atrairam sua atenção, com muitos risos sarcásticos;
Eles amarraram-na á um mosquete, com o cano sob seu peito
"Agora vigie bem", E beijaram-na
Ela ouviu o homem morto dizer
"Então procure-me no luar
Vigie por mim no luar
Eu virei te encontrar no luar, mesmo que o inferno barre meu caminho"

Ela torceu suas mãos amarradas, mas os nós estavam muito fortes!
Ela retorceu suas mãos ate seus dedos ficarem molhados com suor e sangue
Eles esticaram e cansaram na escuridão e as horas se arrastaram como anos!
Ate agora, na batida da meia-noite,
Fria, na batida da meia-noite,
A ponta de um dedo tocou
O gatilho ao menos ela alcançara!

Tlot-tlot! Eles teriam ouvido isso? Os cascos dos cavalos soaram claros
Tlot-tlot, na distancia! Estavam surdos por não ouvirem?
Sob a linha do luar, alem da fronte da colina,
O ladrão de estradas veio cavalgando,
Cavalgando, cavalgando!
Os casacos vermelhos olharam sua condição
Ela levantou-se séria e quieta.

Tlot no gélido silencio! Tlot, na noite ecoante!
Mais perto ele vinha e mais perto! A face dela era pura luz!
Seus olhos arregalaram-se por um instante! Ela deu um ultimo suspiro
Então seus dedos moveram-se no luar,
Sua mosquete despedaçou o luar,
Despedaçou o seu peito no luar e avisou-o com sua morte.

Ele virou-se, ele cavalgou ao oeste; não sabia que ela havia ficado,
Curvada com a cabeça sobre o mosquete
Encharcada em seu próprio sangue vermelho!
Só no amanhecer ele ouviu falar disso, sua face tornou-se palida ao ouvir
Como Bess, a filha do senhorio
A filha de olhos negros do senhorio
Vigiara por seu amor ao luar, e morreu na escuridão lá.

De volta ele cavalgou como um louco, gritando uma maldição ao céu.
Com a estrada branca fumegante atrás dele e brandindo sua espada aos céus
Vermelho sangue era a espora ao meio-dia dourado, e vermelho vinho era seu casaco de veludo
E ele foi atinjido pelo tiro na estrada
Caído como um cão na estrada
Caído sobre o próprio sangue na estrada, com o lenço de seda na garganta.

Ainda em noites de inverno, dizem, quando o vento bate em árvores
Quando a lua é um pálido galeão, lançada acima aos mares nublados
Quando a estrada é um laço do luar sobre a terra roxa
Um ladrão de estradas vem cavalgando,
Cavalgando, cavalgando
Um ladrão de estradas vem cavalgando , em direção ao velho albergue.

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