sexta-feira, 29 de abril de 2011

Histórias e Canções - Astréia, a Deusa da Justiça

Saudações, caros visitantes e companheiros de jornada pelo fantástico mundo de Elgalor! Depois de estar ausente por uma semana graças ao feriado, que me fez esquecer que a sexta-feira era uma sexta-feira, aqui estou de volta! E hoje irei contar-lhes a origem de meu nome, já que meu alter-ego nomeou-me Astreya graças à um conto mitológico originário de Midgard. Contemplem, pois, o conto de Astréia, donzela nascida de deuses.

Na mitologia grega, Astreia (do grego Ἀστραῖα, Astraia, "Estelar") era uma deusa da justiça, inocência e pureza, associada à constelação de Virgem. Segundo os Fenômenos de Arato e a Astronômica de Higino, era filha de Astreu (um titã) e Eos. Higino também a identifica com Dike, deusa da justiça, filha de Zeus e Têmis.

Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça. Nesta época não havia guerras, catástrofes ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em harmonia com os deuses.

Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações para com os deuses, acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determina um castigo: a Idade de Ouro estava acabada. A primavera seria limitada, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais.

Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os impunha, Astréia se refugia nas montanhas, mas continua à disposição daqueles que quiserem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.

Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da humanidade não terminara e assim os homens descobrem a guerra. Este período belicoso caminha para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não têm mais respeito pela honra, franqueza e lealdade, tendo suas ações determinadas pela ambição e violência.


Ao ver em qual ponto as coisas estavam, Astréia, entristecida, resolve abandonar a Terra e deixar de conviver com os mortais. A deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem. Sua balança também é caracterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado; as ações devem ser pesadas em contraponto com as consequências.

Durante o Renascimento europeu, Astréia foi associada ao espírito da época, de renovação geral da cultura. Na Inglaterra, foi poeticamente identificada na literatura com a figura e o papel da rainha Elizabeth I, como rainha virgem reinando sobre uma nova Idade de Ouro. Na Espanha, foi frequentemente identificada com o reinado de Filipe IV.

Minha história é bem mais modesta, na verdade! Sou apenas uma simples barda que não tem a pretensão de ensinar a ninguém o que é a justiça verdadeira, mas sigo os desígnios de meu coração e julgo de acordo com ele o que é certo ou errado, para mim. E por mais que por vezes a maldade no mundo me faça ter vontade de abandoná-lo, aqui estou e daqui não pretendo me ir, enquanto os deuses me permitirem viver.

E já que não achei canção alguma que pudesse relacionar à deusa Astréia, trago uma canção que meu alter-ego escolheu como música tema de sua personagem, esta humilde barda que vos fala.


Loreena Mckennitt - Caravanserai

E caso desejem ler a história dessa humilde barda, basta adentrar este portal ou ler As Crônicas de Elgalor.

Que bons ventos os acompanhem, nobres amigos!

Fontes (imangens e texto): Fantastipedia e site Angel Mistica.

4 comentários:

  1. Muito bom para uma meia-elfa, Astreya. Conheço muito pouco da mitologia grega e fiquei surpreso ao saber da origem de seu nome.

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  2. Obrigada Aramil (eu acho...) e Frodo! Fico feliz que tenha sido uma pergaminho interessante.

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  3. Que bela história!

    Uma das mais belas que já li. E acredites, tu não és tão diferente desta deusa quanto pensas.

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