quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um pouco sobre o mundo de Elgalor

“ Elgalor foi um mundo cuja história se fez e refez diversas vezes,sendo escrita ao longo dos séculos pelos piores tiranos e mais valorosos heróis.Os reinos antigos não existem mais. Ilhas foram arrancadas do continente, verdades tidas como absolutas foram derrubadas por lanças e espadas,alianças foram feitas e destruídas incontáveis vezes e novos reinos se erguem com o trabalho e luta de seus povos.

Muitas lendas foram esquecidas, enquanto novas foram forjadas com sangue, aço e magia. Nestes últimos 1000 anos, muito se criou, muito se perdeu e muito foi mudado. Porém, uma coisa posso dizer com certeza que permanece igual: Elgalor ainda é um mundo repleto de terríveis vilões e resolutos heróis, e são essas bravas almas que escreverão por toda eternidade a história deste mundo magnífico”



- Trecho das Escrituras Sagradas de Mycen, dragão dourado grande ancião que tombou em batalha após derrotar um arauto de Tiamat.

Elgalor é um mundo de fantasia medieval clássica, semelhante à Terra-Média de Tolkien e a ambientações como Forgotten Realms e Karameikos.

Como toda ambientação deste estilo, o bem e o mal são conceitos claros e definidos na maioria das vezes, e ambos têm uma força muito grande neste mundo, e convivem em um tenso e frágil equilíbrio. Conflitos ocorrem com muita freqüência, e estes muitas vezes são decididos pelas ações dos indivíduos considerados heróis ou daqueles que lutam apenas de acordo com seus próprios interesses. Sendo um mundo antigo, existem milhares de ruínas, tumbas e cidades perdidas, esperando por aqueles com coragem, cobiça ou necessidade grande o bastante para desbravá-las.

A magia em Elgalor é vista como algo especial e incomum em reinos humanos, mesmo nas nações mais habituadas a seu uso. Itens mágicos são relativamente raros, e podem ser apenas comprados em grandes cidades; na maioria dos casos, espadas mágicas, armaduras encantadas e cajados poderosos são passados de geração em geração, sendo criados por magos, druidas e clérigos especialmente para determinados indivíduos. Outra maneira de se encontrar itens mágicos é se aventurar em covis de dragões, diabos e demônios atrás de relíquias de tempos antigos, mas estas incursões normalmente não terminam bem, e em várias delas, poderosas criaturas malignas que estavam presas ou adormecidas são despertadas.

Elfos, halflings, gnomos, anões e meio orcs não vivem em cidades humanas, e apresentam tradições, costumes e valores muito bem definidos. Em uma cidade erguida por humanos, é possível encontrar anões vendendo armas e jóias se ambas as raças tiverem uma boa relação, mas não se encontrará em uma cidade dessas um anão ferreiro, por exemplo. Resumindo, cada raça tem um espaço e função importante em Elgalor.

Personagens muito poderosos (entende-se épicos) são extremamente raros, sendo na maioria das vezes os Grandes Reis de um povo ou aventureiros que passam muito mais tempo em outros planos de existência do que em Elgalor. Personagens poderosos (15º nível ou mais) também são incomuns. Isto se dá principalmente ao fato de que as ressurreições funcionam de modo diferente neste mundo. Apenas clérigos experientes (13º nível ou mais) podem trazer os mortos de volta, e para tanto, é necessária a permissão do deus que o morto seguia. Os deuses normalmente autorizam a ressurreição apenas quando a presença do mortal é indispensável naquele momento, e normalmente pedem algo em troca disso. Reis geralmente não podem ser ressuscitados, pois os deuses entendem que um povo deve aprender a ser forte mesmo sem a liderança de seus nobres monarcas.

Estas são algumas características deste mundo, que será aos poucos apresentado através de pergaminhos e por meio das Crônicas de Elgalor.

6 comentários:

  1. Estou empolgado com as infinitas possibilidades desde novo Universo! Ótima e ambiciosa criação esta de Elgalor, Odin!

    ResponderExcluir
  2. Faremos o melhor possível para trazer até aqui o clima das aventuras vividas por ti e os outros nobres amigos de nosso grupo, grande Frodo.

    ResponderExcluir
  3. Odin, é um cenário desses que realmente estava interessado. Faz tempo que não vejo todos os presentes de uma taverna olharem espantados quando um elfo ou um anão entra. Esse senso de mistura de raças, de magia à vontade, predomina muito hoje em dia. Apesar de ter assistido apenas aos filmes de O Senhor dos Anéis (ainda lerei o livro), é uma temática que aprecio muito.

    Quando for moldar seu cenário, acho interessante que não faça um livro de cento e poucas páginas, à menos não antes do mundo ser "conhecido" pela blogosfera e pelos RPGistas em geral. É interessante também tomar um sistema como "base", mesmo sem citar ele nas postagens.

    No mais, Longos Dias e Belas Noites Odin!

    ResponderExcluir
  4. Sábias palavras, nobre Kaique. Me lembrarei de teus conselhos.

    Alguns dos pontos primordiais na concepção do mundo de Elgalor foi justamente não banalizar a magia e a existência de outras raças; Elfos, anões, gnomos... são e devem ser muito diferentes de humanos, e magia deve ser tratada como algo especial e difícil de se dominar.

    ResponderExcluir
  5. Excelente iniciativa Odin, essa de explorar mais o mundo de Elgalor, ele é um universo realmente muito divertido de se lidar e desenvolver personagens

    ResponderExcluir