terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Krull, o Bruto #002 - Krull odeia Orcs!

Frodo: - Saudações amigos! Hoje trago o segundo post sobre o Krull, em seu novo lar. Primeiro uma tirinha, seguida por um trecho da história do Krull que nos explica seu ódio pelos orcs e para finalizar um ensinamento do sábio Klull.





KRULL ODEIA ORCS!

“Todo grande herói nasce do sofrimento” – Sabedoria popular de Versésia.

Aos 13 anos Krull já era bem forte, comparado aos seus colegas bárbaros de mesma idade. Nunca havia, contudo, entrado em combate. Utilizava sua força para caçar, lenhar, construir, etc.
Krull possuía apenas um pequeno machado, o qual utilizava frequentemente para “brincar de luta” com seus amigos. Bom, você sabe como são essas brincadeiras de bárbaro: uma hora ou outra alguém se machuca feio, ou mesmo vai a óbito.

- Krull! Quantas vezes eu já falei que não é para brincar de “Gladiador” com seus amiguinhos na sala? Pegue já um pano e um balde e vá limpar esse sangue no chão! – gritava Odra, a mãe de Krull, quase em fúria, quando estes “acidentes” aconteciam.

Tudo bem, Krull nunca havia entrado em combate, mas hora ou outra matava um gobling espião, junto com seus amigos, brincando de estilingue. Ah! Bons e velhos tempos de infância bárbara!
É interessante notar que a tribo de Krull, chefiada por Krond (seu pai), era uma tribo pacífica. Havia, contudo, um acampamento orc relativamente próximo, mas Krond não estava nem um pouco disposto a invadi-los e perder alguns de seus homens em troca de alguns trocados, carne humana e nenhuma mulher. Mas e as mulheres orcs? Bem, se você chama aquilo de mulher, você precisa urgentemente elevar um pouco seus padrões de beleza.

Os orcs, por sua vez, também não atacavam os bárbaros. Era uma espécie de “pacto informal”.
Por isso, o mais perto de um orc que Krull havia chegado até então era Tinat, uma bárbara meio-orc, residente na sua vila. Três anos mais velha que Krull, Tinat era muito forte e Krull era apaixonado por ela, afinal tinham a mesma força e a mesma inteligência (se é que é possível chamar o que se passa na cabeça de Krull de inteligência). O que pode ser mais atraente para um bárbaro?

Certo dia, Krull saiu sozinho, logo cedo, para buscar lenha na floresta de Emuck. Quando estava voltando, contudo, ouviu gritos desesperadores e sentiu o ar carregado com cheiro de sangue. Correu em direção à vila e a encontrou em chamas, repleta de corpos estirados no chão. Corpos de orcs e de bárbaros.



Os orcs haviam se proliferado em segredo, e fizeram um ataque surpresa. Krull, empunhando seu pequeno machado, correu em direção a um deles, que carregava um grande martelo. Antes que lâmina de Krull pudesse alcançar o orc, o monstro o golpeu na cabeça com o martelo e tudo escureceu.

Quando abriu os olhos já era noite, havia apenas brasas no lugar das casas. Os orcs haviam partido, pensando que haviam matado a todos, mas não sabiam que os deuses, mesmo sem querer, haviam concedido muita força ao jovem Krull.
Krull olhou em direção à sua antiga casa e viu, em frente aos destroços, os corpos de seu pai e de sua mãe.

- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! –gritou Krull, experimentando, pela primeira vez, o estado de fúria.

Para quem não sabe, o estado de fúria assemelha-se à mesma sensação que você sentia quando, após incontáveis tentativas, você chegava finalmente ao último chefe de Golden Axe III e sua mãe tropeçava no fio do Mega Drive enquanto limpava a sala. (Sorte a dela você não ter um machado, não é mesmo?)

De qualquer forma, Krull procurou uma arma, mas os orcs haviam levado todas. Decidiu então partir atrás deles assim mesmo, afinal, estava consumido pelo desejo de vingança.
Os deuses, percebendo isso, interromperam temporariamente a produção de almas e se juntaram para assistir o que iria acontecer.

Talvez você não saiba, mas ver um bárbaro desarmado em fúria indo enfrentar uma horda de orcs é, para os deuses, um evento semelhante à Copa do Mundo para nós, perdendo em audiência apenas para as guerras épicas e para o Big Brother,
Enfim... os deuses estavam assitindo e fazendo até mesmo apostas ilegais, mediadas é claro por aqueles deuses desempregados. Sul’rak, o deus bárbaro, entretanto, orgulhoso pela estúpida atitude de Krull, resolveu ajudá-lo.

Subitamente, caiu do céu um grande machado de guerra, que fincou-se ao solo, próximo ao Krull.
Em seguida, uma luz cortou as nuvens e iluminou o machado. Uma voz trovejante falou:
- Jovem Bárbaro! Eis tua arma: Morchai!

Morchai significa, em nossa língua, algo como “matador-de-orcs-bastardos-que-destruiram-sua-vila”.

Krull empunhou Morchai e, sentindo-se mais motivado, dirigiu-se à flortesta.
- Krull! – uma voz o interrompeu – Me ajude!!

Era Tinat, a bárbara meio-orc, com metade do corpo coberta por escombros.

Krull se aproximou e olhou bem em seus olhos. Olhos de orc.

Vlapt! A primeira cabeça rolou.

- Krull odeia orcs!

KLULL, o bárbaro Ocidental:


4 comentários:

  1. a historia do Krull é mto foda!

    KRULL ftw!!

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  2. Ahahah Valeu!!! Acho que por essa história e a do primeiro post do Krull fica fácil entender porque ele é burro e porque o seu ódio por orcs não é gratuito! rs

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  3. Realmente!!!

    Ótimo trabalho, grande Frodo!

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